Investimentos em 2026: Selic a 15%, Ibovespa em recordes e o que esperar agora

Fevereiro de 2026 está sendo um mês de otimismo moderado nos mercados brasileiros, com o Ibovespa renovando máximas históricas pela 10ª vez no ano (fechando acima dos 186 mil pontos em pregões recentes, com picos próximos de 190 mil) e o dólar em queda (cotado em torno de R$ 5,18–5,20). O payroll forte dos EUA (130 mil vagas em janeiro) reforçou o apetite por risco global, beneficiando ações brasileiras via fluxo estrangeiro.

No entanto, o cenário doméstico segue marcado por juros altos: a taxa Selic permanece em 15% ao ano (mantida na última reunião do Copom em janeiro, com indícios de corte gradual a partir de março). A inflação controlada (próxima da meta) e preocupações fiscais continuam pressionando a curva de juros longos, mas especialistas veem espaço para cortes ao longo do ano, com projeções do mercado apontando Selic em torno de 12–12,5% no fim de 2026.

Cenário macroeconômico atual

  • PIB 2026: Projeções revisadas para cima (de 1,7% para cerca de 2,0% em algumas casas como XP), impulsionadas por demanda resiliente, programas de crédito (como Novo Crédito Imobiliário e Move Brasil) e ano eleitoral com estímulos.
  • Inflação: Benigna, beneficiada por real valorizado, oferta de alimentos e importações baratas da China.
  • Renda fixa atrativa: Com Selic em dois dígitos, pós-fixados e prefixados oferecem retornos reais positivos, especialmente para perfis conservadores.
  • Bolsa: Valuation atrativo vs. emergentes, com fluxo estrangeiro sustentando altas. Setores como bancos, elétricas e commodities seguem em foco.

Melhores opções de investimento agora (fevereiro 2026)

De acordo com relatórios recentes de casas como XP, Suno, BTG Pactual e especialistas:

  • Conservador (prioridade em segurança e liquidez):
    • Tesouro Selic → Ideal para reserva de emergência e liquidez diária.
    • Tesouro IPCA+ (com vencimentos intermediários) → Proteção contra inflação + ganho real (muito recomendado para 2026).
    • CDBs de bancos grandes (acima de 100–110% do CDI) → Risco baixo e rentabilidade superior à poupança.
  • Moderado:
    • Fundos multimercado e ETFs de renda fixa → Diversificação com gestão ativa.
    • LCI/LCA (isentas de IR) → Boas taxas em instituições sólidas.
  • Arrojado (buscando maior retorno):
    • Ações → Foco em pagadoras de dividendos (bancos, utilities) e empresas com balanços fortes. Ibovespa em alta histórica reflete otimismo, mas volatilidade eleitoral pode vir.
    • Fundos Imobiliários (FIIs) → Atrativos com queda esperada de juros (melhora cap rate e valorização de cotas).
    • BDRs → Exposição a empresas globais (tech e energia) sem sair do Brasil.

Outros destaques:

  • Cripto e Bitcoin → Ainda volátil, mas parte de carteiras arrojadas (diversificação pequena).
  • Renda fixa prefixada → Pode ganhar com cortes de juros futuros.

Impactos recentes e dicas

  • O payroll americano “quente” aliviou temores de recessão global e impulsionou bolsas emergentes, incluindo a B3.
  • No Brasil, anúncios de investimentos públicos (R$ 4,6–5,7 bi em aeroportos via BNDES, R$ 300 bi projetados em infraestrutura) sinalizam crescimento em logística e construção — setores que podem beneficiar ações e FIIs logísticos/industriais.
  • Risco fiscal e ano eleitoral: Monitore arcabouço e reformas; evite concentração excessiva em renda variável se o perfil for conservador.

Diversificação continua sendo a palavra-chave em 2026: combine renda fixa (para proteção) com variável (para upside). Consulte um assessor certificado antes de qualquer movimentação, pois o mercado pode mudar rápido com dados econômicos ou decisões do Copom.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *