A Polícia Federal (PF) entregou nesta semana ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, um relatório detalhado da perícia no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que reforça as suspeitas de proximidade entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, atual relator do inquérito sobre fraudes financeiras na instituição.
De acordo com fontes da investigação e reportagens de veículos como G1, UOL, BBC News Brasil e Folha de S.Paulo, as mensagens extraídas do aparelho apreendido em novembro de 2025 (durante a Operação Compliance Zero) incluem conversas em que Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, discutem pagamentos para a empresa Maridt — da qual Toffoli é sócio e que era proprietária do resort Tayayá, vendido a um fundo ligado ao grupo do banqueiro.
A PF apura se houve repasses diretos ou indiretos relacionados ao ministro, e o diretor-geral Andrei Rodrigues formalizou pedido de suspeição de Toffoli para que ele seja afastado da relatoria. Investigadores avaliam que a permanência do ministro no caso se tornou “insustentável”, com potencial para “resetar a República” devido à gravidade das descobertas.
Toffoli reagiu por nota afirmando que responderá a Fachin e classificando as menções como “ilações”. Ministros do STF, segundo relatos, reagiram com espanto e cobram cautela, mas há expectativa de que Fachin decida monocraticamente pelo afastamento antes de submeter ao plenário.
O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em 2025, e Vorcaro cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. A defesa do banqueiro afirma colaboração total com as autoridades.
O caso ganha contornos políticos explosivos às vésperas da corrida eleitoral de 2026, ampliando a pressão sobre o STF e o Judiciário.